No meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Quero dedicar este poema de Carlos Drumond de Andrade, à minha filha e seus amigos desbravadores de "pedras no meio do caminho".Se quiserem ver suas aventuras deem uma expiadinha no http://intercambiando.blogs.sapo.pt/26065.html .
Este poema foi publicado em 1928 na modernista "Revista de Antropofagia", e muito criticado, então!
Dificilmente há quem não o conheça!...Talvez tenham sido as próprias críticas da época que o tenham marcado tanto!
Acabou virando uma marca registrada de Carlos Drumond de Andrade que, mais tarde, em 1967, acabou lançando um livro " Uma Pedra no meio do Caminho-Biografia de um Poema".
Mas viu....cantei esse poema durante a descida hahahahahaahahah..mui pertinente. te amo mama!
ResponderExcluirPois é, a hora que você disse isso, hoje de manhã, fiquei realmente arrepiada!....Tudo bem que este tornou-se um poema popular, mas foi muita sincronicidade, como diz a Belisa, pensarmos no mesmo poema, para a mesma situação!Bjs
ResponderExcluirTinha muitas pedras no meio do caminho. HAHA
ResponderExcluirGrata!
Beijinhos,
Tamires
O mais engraçado desta história, foi que postei o poema, e quando a Gi leu, não acreditou, pois disse que ela, na descida, veio declamando ( ou resmungando, se bem conheço), o poema!kikikikikiki, foi muita coincidência, pois ela não tinha me contado nada disso!
ResponderExcluirBeijos