FLORBELA ESPANCA

Hoje,  no dia internacional da Mulher, estreia em Portugal um filme sobre a vida de Florbela Espanca.


Pela apresentação, sinto que é uma homenagem à mulher poetisa que teve a ousadia de desnudar e franquear a sua alma sofrida e inquieta, numa época longínqua - 1894-1930,  pejada de preconceitos e tabus.      


A sua curta de vida de 36 anos, plena de episódios intensamente trágicos que retratou em poemas de angustias tremendas, faz dela uma Mulher que afirmou corajosamente a sua condição. 


 


 


Exaltação




Viver!... Beber o vento e o sol!... Erguer
Ao Céu os corações a palpitar!
Deus fez os nossos braços pra prender,


E a boca fez-se sangue pra beijar!

A chama, sempre rubra, ao alto, a arder!...
Asas sempre perdidas a pairar,
Mais alto para as estrelas desprender!...
A glória!... A fama!... O orgulho de criar!...

Da vida tenho o mel e tenho os travos
No lago dos meus olhos de violetas,
Nos meus beijos extáticos, pagãos!...

Trago na boca o coração dos cravos!
Boémios, vagabundos, e poetas:
Como eu sou vossa Irmã, ó meus Irmãos!...



 




Comentários

  1. Tomara chegue logo aqui, o filme! Irei, com certeza, assistí-lo para conhecer um pouco mais desta poetisa!
    Um grande abraço,amiga!

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  2. Poema de despedida

    I
    Tu foste embora, linda flor
    Me deixastes aqui sozinho
    Deixando apenas teus poemas
    A iluminar meu caminho
    Te amei profundamente, doce poetisa
    Talvez em outra esfera, ou quem sabe em outra vida
    Te encontre no mundo dos poetas
    Assim como um sol que nasce á luz do dia

    II
    Pois amor que sinto é puro e cristalino
    Como o som de um violino
    Que por ti toca e flutua
    Navegando nas ondas do mar
    Refletindo a luz da lua
    É neste espelho lunar que te vejo
    Refletindo teu amargo sorriso
    Se pudesse te dava um beijo
    Se pudesse te dava um filho

    III
    Tu fostes embora e deixastes
    Teus poemas e teu sofrimento
    Uma dor na alma que arde
    Uma flecha que atravessa o peito



    IV
    Eu navego pelos mares e procuro
    Te encontrar neste mundo de mágoas
    Quem sabe eu desça mais fundo
    Lá onde os peixes fazem morada
    Te encontrar além dos corais
    Na terra dos imortais
    Nas profundezas de minhas lágrimas
    Que por ti choram de tristeza
    Lágrimas cristalizadas de sal
    Ao lembrar de ti portuguesa
    A flor mais bela de Portugal.

    O navegante e a flor lunar
    Sandro Kretus


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